Entrevista ao Eng. Bruno Moreira, responsável pela obra de requalificação da Escola Secundária Alcaides de Faria
Turma EFA 3A- Tivemos conhecimento que, no âmbito da intervenção de obras em curso na ESAF, se está a proceder à fase da demolição dos espaços administrativos e da cantina das anteriores instalações. Senhor Engenheiro, gostaríamos que nos falasse um pouco sobre as obras em curso.
Engenheiro Bruno Moreira – Esta obra insere-se no plano de obras do Parque Escolar, ligada ao Ministério da Educação e tem como objectivo a modernização e a requalificação das instalações da ESAF. Foi efectuado um concurso público e o consórcio formado pelas empresas TelhaBel, J. Gomes e J.F.S. foi o vencedor. A duração total prevista da obra é de 18 meses. A primeira fase é justamente a demolição.
Turma EFA 3A – Esta fase é muito importante para nós visto estarmos a desenvolver um trabalho sobre Ambiente e Sustentabilidade. Assim, Sr. Engenheiro, que cuidados estão a ser levados a cabo com a reciclagem, reutilização e consequente redução dos materiais que resultarão da demolição?
Engenheiro Bruno Moreira – A demolição do existente, decorrente das exigências legais e integrado na política ambiental do consórcio, orientar-se-á no sentido de organizar três grandes grupos de resultados da intervenção. No sentido da recolha desses resultados foram colocados no recinto da obra três contentores de separação: madeira, ferro e destroços.
Turma EFA 3A - A propósito, que destino final irão ter os conteúdos dos contentores?
Engenheiro Bruno Moreira – A madeira e o ferro destinar-se-ão à valorização e posterior reutilização. Quanto aos destroços, estes irão ser objecto de estilhaçamento e posterior reutilização nas obras subsequentes na ESAF.
Turma EFA 3A – A política ambiental restringe-se a esta fase da obra ou vai acompanhá-la até ao final da mesma?
Engenheiro Bruno Moreira – A política ambiental do consórcio aponta no sentido de a reciclagem acompanhar os trabalhos até ao final.
Turma EFA 3A – Reparámos que existem algumas árvores no espaço intervencionado. O que é que lhes vai acontecer?
Engenheiro Bruno Moreira – A maioria vai ser objecto de aproveitamento da madeira devido ao facto de não se justificar outro tipo de acção. No entanto existe, uma figueira e um azevinho que vão ser transplantados para outro local.
Turma EFA 3A – Agradecemos a sua disponibilidade e bom trabalho.
Barcelos, 22 de Setembro de 2009